31.5.05
Gentes em festa...


Acho estranho não ter encontrado desde domingo passado nenhum post relativo a um acontecimento desportivo ocorrido por bandas da mata do Jamor!
Eu sei que o papo estava muito cheio não dando para correr mais, e que os deuses da arbitragem não vos deram as duas mãos… uma não vos chegou desta vez! Mas isto dirão vocês e com razão que é dor de um tipo de massa que por aí se vende, pois como já se disse quando da final da Taça UEFA, só perde finais quem lá consegue chegar. Mas em todo o caso felicito-vos pela numerosa e pomposa presença que tiveram no Jamor animando a festa das gentes de Setúbal!

Mas este post não é para brincar com o infortúnio alheio, mas sim para dedicar a imagem em cima, ao Miguel Esteves Cardoso pelo artigo escrito esta sexta-feira passada para o suplemento do DN!
Pois pense-se que um idiota será sempre um idiota, no eixo do jocoso gratuito. E ai, apenas se revela não idiota, quando por vezes sobrepõe o intelecto ao jocoso surgindo a piada. A verdadeira! Apanágio do Miguel durante anos, que tanto apreciei no Má Língua da SIC, em livros e artigos de opinião. Mas agora revelou-se um outro Miguel, carrancudo e empoeirado de 11 anos de frustrações!

Desejando que na quinta-feira o Miguel beba quatro águas das pedras antes de escrever o próximo artigo! Pois desta vez, prometo que se não gostar do início, não o vou ler até ao fim…

"Caminhos Estreitos"
"A França disse "não" à nova constituição europeia. Problema deles, desde que a maioria dos outros 24 Estados (...) mantenha o propósito e a firmeza de não optar por uma revisão do texto"
Luís Delgado, DN Hoje

Há bem pouco tempo uma amiga retratava uma pessoa com pouca inteligência, com falta de visão (leia-se visão no sentido de abertura de espirito) ou parcial nas opiniões, de alguém de "caminhos estreitos" colocando as mãos no rosto imitando as palas de condução de um cavalo!

Isto para dizer que os caminhos do Luisinho, de Delgados nada têm...

30.5.05
a Europa de molho
O "Não" ganhou. Não há volta que se lhe dê — depois do Não fica menos Europa. Fica a Europa de molho, sem saber bem para onde se há-de virar:

«Os dilemas pela frente não são fáceis de resolver e, desta vez, a construção europeia não deverá seguir a "regra da bicicleta", isto é, o princípio de que é mantendo-se em movimento que se evita a queda. Porque desta vez os problemas não podem ser resolvidos com um novo salto em frente.
O que o referendo, mas sobretudo o debate francês revelaram é que existem visões diferentes sobre o futuro da Europa que são cada vez mais difíceis de conciliar. Grande parte dos franceses que votou "não" fê-lo contra a Europa "neoliberal". Grande parte dos ingleses que deveriam de votar o Tratado Constitucional temem, em contrapartida, os excessos de regulação da Europa continental. Os franceses estiveram contra as deslocalizações e a livre circulação de trabalhadores, algo que os países mais pobres do Leste europeu desejam. Os franceses receiam que um dia a Turquia faça parte da União Europeia, mas que sentido fará esta se não reconhecer os esforços dos turcos para adaptar a sua economia e o seu regime às exigências que lhes têm sido feitas?
»
(José Manuel Fernandes no editorial de hoje do "Público")

Eduardo Lourenço vai mais longe: «A França que certamente votará "não" na noite de 29 de Maio, não vota nada contra a Europa, mas contra si mesma, num "remake" suicidário que só tem paralelo simbólico na "débacle" de 1940. Claro que nem os tempos são os mesmos, nem esse espúrio gesto revolucionário, com que está sendo vivido em França a campanha do "não", retirará agora a pátria de Victor Hugo da cena da Europa. Será apenas uma grave e dramática paralisia do sonho europeu para quem o tem mal sonhado durante os últimos cinquenta anos. Será, sobretudo, uma vitória à Pirro para a mesma França que imagina que o seu "épico" sobressalto lhe poupará a crise de identidade clamorosa e inédita que está vivendo há muito. Em grande parte pela sua incapacidade de se situar no novo contexto mundial de hegemonia norte-americana, mas também de se pensar em relação a essa Europa da sua invenção mas não tem sua como histórica e idealmente a sonhou.»

Apenas uma grave e dramática paralisia do sonho europeu, enquanto a França resolve a sua crise de identidade. Resta-me partilhar a fúria de Ana Gomes: «Andei por França, nos debates pelo OUI de 23 a 26 deste mês. E quis convencer-me que a inteligência, o bom-senso, o pragmatismo, o europeismo, o sentido da História dos franceses acabariam por vencer.» E volto a Eduardo Lourenço:

«Por falta de confiança em si mesma, sem saber contra quem deve voltar-se, a França exorciza o seu pânico retirando-se do jogo europeu que ela própria inventou e sustentou. É possível que acorde - e depressa - desta euforia paranóica pseudo-revolucionária aberrante no conteúdo e surrealista na forma, com Le Pen e a senhora Buffet [secretária nacional do Partido Comunista Francês] - como nos velhos tempos do pacto germano soviético - de mãos dadas e com o suplemento da bênção dos que já esqueceram o Congresso de Tours. Nós, não. Esperamos que a "débacle branca", o balde de água fria do "não" francês, seja para a Europa adormecida nas suas ilusões, menos um futuro pesadelo anti-europeu que um começo de um repensamento da mitologia europeia que tem presidido à construção empírica e aleatória da Europa.»

terra da alegria
A Terra volta a mover-se.
A minha curta contribuição de hoje andou de novo à volta do evangelho de ontem:

«Mais vale perdoar do que vingar-se. Acreditar nisto e vivê-lo é ter fé. Há quem pense que ter fé é acreditar noutras vidas. Mas um acto de fé, de fé vivida, é acreditar e agir convencido que mais vale amar. É fé porque anda tudo a dizer o contrário: "Vinga-te, mostra os teus direitos, impõe-te". É nisso que as pessoas acreditam, e o nosso mundo é o que se vê, porque não se acredita no amor.»

(Vasco Pinto Magalhães, sj)

29.5.05
Palhaçadas


"Depois de Durão Barroso assumir a presidência da Comissão Europeia e de António Guterres ser escolhido, esta semana, para alto-comissário para os Refugiados, só faltou mesmo D. José Policarpo ter sido eleito Papa."

Editorial do expresso desta semana por José António Saraiva


Eu sei que o trabalho de análise e futura transposição para a escrita dos acontecimentos da semana se revela árdua e complexa quando feita semanalmente. Mas convenhamos que existem limites de bom senso e o Expresso não é uma fanzine de distribuição gratuita em qualquer esquina de rua. Fica a minha indignação com uma sugestão para o esquecimento do José António Saraiva.

E nomeação do Batatinha para a de melhor palhaço do país?

O Pai do "Monstro"



Miguel Cadilhe acusa Cavaco Silva de ser o responsável pelo estado das contas públicas garantindo a viva voz que Cavaco Silva foi o principal responsável pela criação do “monstro” que é hoje o estado das contas públicas do País. A origem do problema, segundo o ex-ministro das Finanças do Professor, esteve nos “trabalhos preparatórios do novo Sistema Retributivo da Função Pública que correram sob a responsabilidade directa de Cavaco Silva” em 1989. Colocando o pais em terceiro lugar no ranking dos países da comunidade europeia com a Função Pública mais cara.

No PSD o incómodo é total. Com a procissão ainda no adro, Marques Mendes já nem precisa de Santana para chegar ás autárquicas já derrotado. Carmona vs Santana, Valentim, Isaltino e agora Cadilhe, não há coração que aguentem tanto problema...
nem mesmo o de um benfiquista nesta altura do campeonato!

25.5.05
da janela da minha sala...

as vidas vistas da minha sala

Depois do cansaço do meu dia olho a janela da minha sala… talvez seja um pouco voyeurismo o que faço. No fundo estou a querer entrar na vida das pessoas. Mas na realidade, fico a pensar… Uma senhora anda entre a sala e a cozinha durante algum tempo, uma menina mostra uns desenhos ao pai, uma rapariga já de roupão põe a sua roupa na máquina… calculo eu que isto está a acontecer. É o que percebo aqui de longe. Tem piada tentar adivinhar o que os outros estão a fazer e a pensar. O que as preocupa. Entrar na cabeça das pessoas por uns minutos talvez… moramos tão perto e nem sequer sabemos que existimos, só se olharmos indiscretamente pelas janelas dos outros. Será que me vêem? Não me tento esconder. Será que tentam imaginar o que estou também a pensar?
Talvez seja mesmo um desabafo de cansaço… mas a verdade, é que já sei que no prédio em frente vive uma velhinha no 9º andar...

Crédito para quem precisa
"A Associação Nacional de DIREITO ao CRÉDITO (ANDC) existe para conseguir que as pessoas que não têm crédito junto da banca, mas que querem desenvolver uma actividade económica concreta para a qual reúnem condições e capacidades pessoais, possam vir a contrair empréstimos para esse fim junto dos bancos.

Uma parte importante dos desempregados e dos desocupados (principalmente mulheres) não encontram resposta no mercado de trabalho.

Porque não possuem as qualificações desejadas pelos empregadores, por questões de idade, ou porque vivem em regiões de baixo dinamismo económico.

Contudo, algumas destas pessoas possuem saberes-fazeres ou capacidades produtivas que lhes permitiriam criar o seu próprio posto de trabalho ou uma micro-empresa.
E têm ideia do negócio a que gostariam de se dedicar.Outras já iniciaram alguma actividade informal de que retiram conhecimentos e alguns proveitos.

Ao contrário do que se pensa, a experiência em outros países tem demonstrado que os micro-serviços e as pequenas produções criadas por pessoas que o mercado de trabalho não absorve podem ter sucesso e gerar excedentes que permitam pagar os empréstimos contraídos. Os próprios bancos começam a aceitar que tal seja possível.

Tudo depende das capacidades da pessoa em causa, do bom desenho do negócio e do acompanhamento durante os primeiros tempos.
Cada vez mais, em todo o mundo, o microcrédito é visto como uma ferramenta de desenvolvimento altamente reprodutiva.O objectivo traçado pela Cimeira do Microcrédito de 1997 é o conseguir que até ao ano de 2005, 100 milhões de famílias pobres tenham acesso a microcéditos."

2005 é o Ano Internacional do Microcrédito. Esta semana realiza-se em Lisboa e no Porto a Semana do Microcrédito.

Iniciativas como estas precisam da disponibilidade de todos, "ganha" um tempinho com o microcrédito!

23.5.05
o momento certo
Este post do Manuel não é sobre futebol:

«É uma final. Em noventa minutos, ou talvez menos - quem sabe se apenas na fracção de segundo dum penalty - joga-se tudo. A vida é mesmo assim. Feita de um caminho longo no qual cada gesto, cada decisão ou falta dela, decide tudo. No fim haverá vitória ou derrota. Cruelmente, não por avaliação de conjunto. Mas sim porque, no momento certo, houve clarividência, discernimento e, sobretudo, coragem.»

mea culpa
Hoje não deve haver Terra da Alegria... Época de exames oblige.

viva o Benfica!
Desta vez cabe-me a mim, benfiquista pouco convicto, atirar os foguetes aqui no estabelecimento. Sai um foguetão para os nossos rapazes! Só é pena que a ESA não lance foguetões vermelhos.

(Deixa lá Pedro, também já quase há 18, perdão, 11 anos que não ganhávamos!)


21.5.05
O truque
"O gringo subiu no morro e bebeu cachaça. Fumou maconha e obteve a graça. Depois do samba nunca mais a sua vida foi a mesma" (Marcelo D2)

Quando andrajava triste ou sem saber por onde ir raramente parava para pensar, seguia em frente. Ia rosto baixo que em pequenos passos começava a olhar para o alto. Distraído e entretido a olhar deixava lentamente o pensar vir ao de cima. Acreditava que pensar era para os atrevidos e media nessa curiosidade as inteligências das boas perguntas. Não fora feito para pensar, sempre fora do sentir. No sentir era simples acreditar nele: bastava-lhe recordar-se dos pais já mortos. Filho de quem era não podia ser grande estupor e sabia que no amor deles lhe estava prometido qualquer coisa. Dessa identidade do "sou filho de" tinha tido sempre medo, sempre tinha tentado demarcar-se disso por isso mesmo. Agora que os tinha enterrado aceitava melhor o "sou filho de": estava grato pela vida que tinham tido. Havia uma foto guardada no seu caderno das recordações, nela eles estavam jovens namorados, ela de tranças e ele de barba comprida. A foto fora tirada ainda antes de ter nascido. Quando olhava para ela onde estavam os dois com olhos vivos de paixão sabia-se importante: nele, eles eram imortais. Imortais como ele só era nos amigos.

Solto e sozinho, deixara de andrajar triste e parara para pensar.
Era nisto que ele se embriagava quando subia ao morro sempre a direito, nos outros e nele. Para onde ia? não sei.

Parabéns a você - SEIS
«Havia, há muitos anos, na televisão um anúncio cheio de ternura. Uma criança muito feliz fazia uma redacção e dizia: "Eu nunca fui ao futuro, mas tenho um tio chamado Joaquim que tem um cão chamado Bobi, que diz que o produto X tem muito futuro." Será que eu tenho futuro? A minha vida tem futuro? Se estou convencido que o dia de amanhã — aconteça o que acontecer — vai ser melhor que o de hoje, então tenho futuro! Porque razão não estou convencido disso?»

O padre Vasco Pinto Magalhães não nos ofereceu directamente este trecho do seu "Não há soluções, há caminhos", mas podia ter oferecido. Aí fica a sexta prenda.

19.5.05
terra da alegria
No sítio do costume: meditações sobre o orgulho numa versão apócrifa da Carta aos Coríntios; Simone Weil e o versículo "Sim, sim, não não" interpretado pelo Manuel; os marretas que tomam o todo pela parte sem ficar com a melhor parte.

18.5.05
Lagarto amigo, a malta está contigo!

Logo à noite lá estaremos com atenção!

Hoje há a final da taça UEFA, não sou de grandes patriotismos mas sim gosto que ganhem os de cá. Vivemos cá com eles, aturamos todos os dias os gajos, até vamos engraçando com a forma como nos espicaçam, queremos o pessoal todo contente de sorriso na cara e acima de tudo precisamos de adversários fortes para podermos ser melhores, ser campeão é ser melhor que os melhores.

Três anos seguidos de vitórias portuguesas nas competições europeias, além da final europeia da selecção com a Grécia será porventura só comparável à época do Benfica de Eusébio.

Lisboa e os lisboetas mudaram
Tudo graças aos jornais distribuídos gratuitamente nos meios de transporte, quer o Metro quer o Destak têm tido grande aderência.
Todos têm acesso a informação de qualidade e cada vez mais se interessam por estas leituras.
Chegou a todo o lado, a todo o tipo de pessoas, a todas as idades, a todos os interesses. Quem nunca tinha lido jornais, começou a ler. Lê-se no metro, no comboio, no autocarro, nos cafés, no trabalho, em casa.
É bom de ver desde crianças a mais velhos, estudantes a executivos mergulhados na actualidade. Esperemos que o interesse continue e a qualidade da informação também, contribuindo para cidadãos mais informados e interessados.
Contudo este acontecimento tem uma única ressalva, que os portugueses precisam ainda aprender. O lixo que resulta, tanto encontramos os jornais nas mãos de leitores interessados como esquecidos num banco do metro ou atirados ao chão.

Viva a informação! Para todos e com qualidade!

17.5.05
parabéns atrasados
O irmão Roger de Taizé fez 90 anos. Uma boa invocação no 2 dedos de conversa.


Uma frase...
"Tudo o que é preciso para que o mal triunfe é que as pessoas de bem não façam nada."

Edmond Burke

Uma frase seca e dura demais para a levarmos a sério, mas que me prendeu por exprimir a noção de que o mal que nos queixamos de andar por aí é também nosso.

16.5.05
anti-Babel
Na língua do costume, o Pentecostes chega hoje à Terra da Alegria com vozes novas. O Cbs dá razões da sua esperança; o Zé Maria fala das coisas terrenas da política ("O nosso tempo não é nem melhor, nem pior, do que qualquer outro tempo é apenas aquele em que somos chamados a viver."); o Marco fala da nossa herança espiritual e dos seus desencontros com as gentes de hoje. Eu reflicto brevemente sobre o perdão. Sobre o perdão, mas ao contrário.

15.5.05
o futuro da Igreja (3)
«Gosto da posição dos que, sem derrotismos, são modestos nas suas previsões do futuro. Como diz um provérbio africano, "ninguém conhece a história da próxima aurora". No final de um espantoso poema do Eclesiastes, Deus, embora conceda ao coração humano o sentido do tempo, não lhe dá a chave da história. Deus é discreto.»

(Frei Bento Domingues, no "Público" de hoje)

"por um catolicismo como o mundo moderno espera"
Ainda aqui não fiz referência à intervenção de João Lobo Antunes num congresso integrado nas iniciativas do Patriarcado de Lisboa sobre a nova evangelização. Agora que me rendi ao capitalismo da imprensa e me tornei assinante do "Público online", não hesito em partilhar convosco:

«Aqueles que, como eu, vão entrando no Outono da sua existência não podem deixar de olhar com natural perplexidade para este mundo em que vivem e interrogar-se sobre as razões por que não é este um tempo de celebração das vitórias que pareciam afinal estar tão à mão: o triunfo sobre ignorância com as armas de uma educação que as novas formas de comunicar deveriam levar a todos; o triunfo sobre a doença com o progresso quase mágico de armas que curam ou previnem os males do corpo; o triunfo sobre a fome com as novas engenharias capazes de produzir alimentos para todas as bocas do mundo; o triunfo sobre a pobreza com a distribuição equitativa da riqueza gerada pelas economias mais robustas; o triunfo sobre os totalitarismos com a extinção das ideologias que os sustentavam; o triunfo sobre a violência com a compreensão dos mecanismos sociais que a fazem nascer; o triunfo sobre o enfado com a multiplicação das formas de entreter; o triunfo sobre a monotonia do quotidiano com a imaginativa explosão da criação artística; o triunfo sobre o desleixo com que se cuidou do planeta pela intervenção avisada dos ecologistas; o triunfo sobre a guerra pelo apelo dos povos que a sentiram na carne durante todo um século.
E contudo este não é o melhor dos tempos para o espírito dos homens. A atitude confortável é dizer simplesmente que, por razões múltiplas e complexas, tudo isto resulta de uma crise de valores morais que alguns consideram resignadamente como consequência inevitável da "modernidade".
Assim se proclama o anátema da decadência espiritual de uma sociedade chamada depreciativamente técnico-científica, que cobre um novo bezerro com o ouro do êxito, do poder, do dinheiro, da exaltação da vida e do sucesso.
E de facto, parece evidente que todas as conquistas que poderiam ter levado ao triunfo incontestável sobre tantos males da civilização não foram acompanhadas de um progresso moral correlativo, e, mais do que isso, é mais tímida a afirmação dos valores de morais tradicionais em que fomos educados, e mais envergonhado o testemunho de uma cidadania na tradição cristã ocidental. E a própria Igreja não permaneceu incólume, abalada por escândalos que revelaram as chagas da sua pobre humanidade, ou pela ofensa de um silêncio quando a história parecia reclamar um grito.
É certo que o Concílio Vaticano II veio criar a esperança de uma renovação que permitia novas formas de intervenção pastoral, mas que não terão sido cumpridas na largueza que o tempo parecia exigir, em parte porque a hierarquia eclesiástica lhes não terá dado curso mais livre, em parte porque os leigos católicos não terão acorrido à chamada.
Quem, como eu, foi educado numa cristalina ortodoxia, foi-lhe explicado que a salvação da alma seria sempre numa luta solitária com o anjo, mas que seria imperdoável fugir ao testemunho de uma vida em que se entrelaçam valores intelectuais e morais que permitiam pagar a César o que lhe era devido, porque compreendíamos, como dizia Maritain, que nada era mais importante para a liberdade das almas e para o bem dos homens que a distinção dos dois poderes.
Parece hoje que apenas pagamos a César, e que já não são nossos os mártires. Se a Igreja tem decerto uma voz mais activa na intervenção política, e se se verifica o que se poderia chamar uma globalização do poder Papal, na afirmação vigilante da solidariedade e da justiça, a Igreja não se pode afastar das reais questões da sociedade do nosso tempo, a sua voz não pode ser débil quando interpelada pelas consciências inquietas, nem frágil e fragmentada a intervenção dos católicos, nem retrógrada a sua posição em relação aos desafios contemporâneos da ciência e da técnica. É que a Igreja surge por vezes como uma força que parece travar e não iluminar, como se a revolução científica a apanhasse de surpresa, e a sua resposta fosse tardia e inadequada. De facto, o progresso científico criou saberes e tecnologias cuja aplicação parece desafiar uma ordem moral sedimentada ao longo dos séculos, e a Igreja tem de desembaraçar o complexo novelo da modernidade. O próprio Papa João Paulo II reconheceu a importância destas questões e na encíclica Fides et Ratio advertia que "o movimento filosófico contemporâneo exige o empenhamento solícito e competente de filósofos crentes".
É também claro para mim que há verdadeiras diásporas no seio da comunidade dos crentes, gente que labuta como formigas cegas, perdida num labirinto sem sentido, gente a quem o rigor dos cânones obrigou a afastarem-se dos sacramentos que foram fonte de consolo durante toda a vida, gente que busca o equilíbrio tão difícil entre a beatitude e a justiça. E os críticos mais severos afirmam: guarde-se a fé, mude-se a Igreja.
Parece-me evidente que este mundo exige um catolicismo como uma nova força revitalizadora, aberto à comunicação com todos, atento à ciência e à técnica, e consciente de que continua a ser uma duradoura e consistente força do progresso moral e social dos povos, e, por isso, a si mesmo chamou sal da terra e luz do mundo. E talvez não seja preciso ir muito mais longe; talvez baste apenas recordar a serena mensagem do Sermão da Montanha, que mantém a sua perene modernidade, neste tempo tão interessante de viver.
»

Uma questão de exigência!
Na sequência do meu último post em antevisão ao Benfica-Sporting de ontem e depois de ver o dito jogo digo alto e bom som de papo cheio: a diferença entre Benfiquistas e Sportinguistas antes do jogo era só de expectactivas. Os Benfiquistas são claramente mais exigentes com a sua equipa.

Lagartixas de rabo entre as pernas, estou pronto para vos partir a cabeça! (leia-se gozar, massacrar, torturar, tornar cabeçudos, etc etc)

14.5.05
Parabéns a você - CINCO
"O melhor destino das coisas é serem partilhadas"

Se olharmos para nós mesmos, e para o mundo que nos rodeia, não conseguimos evitar um forte sentimento de desânimo. O egoísmo e a ambição desmedida, parecem dominar todas as estruturas humanas.
No tempo presente que vivemos, atingimos níveis de conhecimento, que nos permitiriam viver, a todos, de forma digna e condizente com os homens e mulheres que somos. Não é isso que acontece. As assimetrias, quer a nível dos individuos, quer dos países, impõem-se-nos com gritante evidência. Necessidades básicas; como alimentação, saúde, educação, trabalho, habitação, cultura, estão vedados a dois terços da humanidade.
Nas relações entre os indíviduos, as sociedades, os povos, predominam sentimentos de discriminação, de sobranceria cultural, de ódio, que tantas vezes são caminho para actos de violência.
Tudo isto, nos levaria a desanimar no tempo presente, e a desesperar em relação ao futuro.
Mas, se é verdade esta realidade, também é verdade, que existem pessoas que são capazes de dar e de se darem. Pessoas que fazem da sua vida diária uma generosa contribuição para um mundo mais justo e mais fraterno. Pessoas que sabem olhar para o tempo presente e "Encher tudo de futuros".
Foram estas coisas que me ocorreram, quando pensei no vosso blog. Um sítio, onde somos recebidos com um cálice de Porto, (eu preferia, uma ginginha de Óbidos), onde encontramos o que cada um de vocês tem para partilhar; com simplicidade, sem sobranceria, com cordialidade para quem vos visita.
Bem hajam, por aquilo que são e nos dão

Com amizade
M. Conceicao

Vaidades e vergonhas
Há muitos anos que não valia tanto um clássico: o clássico! Nem tanta disputa havia até ao fim para candidatos a tudo: a campeões, à Europa, a não descer. Os especialistas no assunto hão-de ter estatísticas fabulosas sobre os indíces deste campeonato como "único na história do futebol português" pelo seu equilíbrio. No jogo de amanhã, das duas uma das verdades a la palisse: ou temos um jogo bestial e envaidecido de champions league com gel ou fita no cabelo ou temos duas equipas pequeninas, assustadas e envergonhadas num jogo de táctica de "ataca tu primeiro".

Na segunda circular que passo lá todos os dias as coisas estão assim:

Lagartixas envaidecidas
As lagartixas andam todas aprumadas, saem de casa com ar de domingo mesmo durante a semana, finalistas da taça UEFA e ultrapassando os rivais na recta final a dois jogos do fim. Sabem que a equipa está a jogar bem, andam engalanados e sabem que os avançados benfiquistas marcam golos muito de vez em quando e por azar. São eles sempre a puxar a conversa da rivalidade nesta altura, no café, no duche, no escritório, ao jantar, a fazer amor. A falta do Liedson assusta-os mas não o podem demonstrar. Não põem hipótese de perder com o Benfica depenado.

Tomatinhos envergonhados
Os tomatinhos confessam entre si (nunca em frente às ditas verduras) que não estão muito confiantes na equipa e dizem coisas como "se não ganharem ao sporting em casa estádio cheio e no jogo do campeonato é porque também não mereciam ganhar o campeonato!". Têm o seu ponto forte na burrice do Liedson ao levar o cartão amarelo no último jogo (para quem não sabe, Liedson é "só" o melhor marcador do campeonato) e têm fé num Mantorras suplente que só aguenta 60 minutos seguidos no máximo mas que tem marcado golos: e que ao lado do Karadas é como uma comidinha da mãe ao lado do cheeseburguer do MaCdonalds. Acreditam na ressurreição: do Simão, do Nuno Assis, de um Nuno Gomes e do Moreira. São eles nesta altura a lembrar aquela velha superstição que em muitos destes jogos a equipa que está aparentemente pior é que ganha; dizem várias vezes mal do estádio do sporting durante o dia. Não põem hipótese que ainda não seja este ano.

E se o Pedro Novo vier lá com as merdas dele eu digo-lhe "Lê este post! A UEFA é vossa!"

13.5.05
Em cena

John Travolta faz um excelente Bobby Long

"A Love Song for Bobby Long" com Gabriel Macht, John Travolta e Scarlett Johansson nos principais papéis vale muito a pena "ouvir".

Três gostos meus:
- A direcção de fotografia a que estive especialmente atento: belas fotos!
- A letra da música que Bobby Long canta a certa altura de viola nas mãos:

Barb'ry Allen was buried in the old church-yard
Sweet William was buried beside her
Out of Sweet William's heart there grew a rose
Out of Barb'ry Allen's, a briar

They grew and gew in the old church-yard
'Til they could grow no higher
At the end they formed a true lovers' knot
And the rose grew 'round the briar


- O constante jogo de soltar frases de escritores adequadas ao momento ("the heart is a lonely hunter") para que adivinhem os autores. Que entendi como uma brincadeira da personagem, mas também do Argumentista aproveitando para escolher algumas das suas citações preferidas (numa memória-arquivo-cofre que de vez em quando sonho criar), será?

Fica o meu conselho.

12.5.05
Os cinco judeus que revolucionaram o mundo:
Moisés disse: a Lei é TUDO...
Jesus disse: o Amor é TUDO...
Marx disse: o Capital é TUDO...
Freud disse: o Sexo é TUDO...

e veio Einstein e disse: TUDO é relativo...

(recebido via e-mail)

10.5.05
Holocaust memorial






Holocaust memorial. Inaugurado hoje, no centro de Berlim, dois dias depois dos 60 anos do VE-Day. Descobri pelo Lutz que há em Berlim outros monumentos, espalhados pelas ruas. Para manter viva a memória.

9.5.05
Novidades e inquietações
Há caras novas na Terra da Alegria. Caras de gente atenta e inquieta. As boas vindas à Helena!

Já o Filipe regressa com uma reflexão sobre a caridade:
«Quando damos esmola a um miserável, estamos a entregar-lhe apenas o que lhe pertence. Todos têm direito a sobreviver de forma digna, independentemente de quererem ou não trabalhar. A dignidade do Homem deve estar acima de qualquer teoria económica, direito à propriedade ou código moral.»

A esse propósito lembro-me de uns amigos que tendo trabalhado durante vários anos em bairros de lata contavam histórias curiossíssimas. Uma delas era uma senhora que nasceu e viveu toda a vida no bairro. Os pais caíram na miséria, ela vivia na miséria. Contava-me a minha amiga que demorou vários meses a ensinar essa senhora a varrer a casa. Meses! Para nos explicar onde arranjava a sua santa paciência, dizia-nos simplesmente que nós também demorámos a aprender o nosso estilo de vida asseado e desinfectado. Aquela mulher sempre viveu como vivia. Aprender a varrer também leva tempo. Não adianta ter pressa.
Os meus amigos contavam mais histórias destas. Histórias duras mas cheias de humanidade.

a papoila
As papoilas juntavam-se umas às outras em pequenos tufos espaçados ao longo da linha do eléctrico. Arranquei uma e trouxe-a frágil, vermelha e preciosa. Guardei-a num livro precioso, como se faz a uma morta para a imortalizar, alma preciosa.

Espreito o livro. Nele a papoila brilha forte como sol.
Ela sempre foi sol, sempre foi força.

6.5.05
Deriva


Não sei de que ilha será esta fotografia mas sei que a partir de amanhã estarei mais próxima dela. Açores.
Toda a gente me tem enchido os ouvidos e o entusiasmo da viagem que vou fazer. Lá espero encher os olhos de verde e mar.
Como o plano quase não existe deixo-vos um poema de quem gostou muito de viajar e sabia como contar. Como já se disse aqui nas suas palavras "Viajar é olhar".

Deriva


Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor dos outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas e campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais

As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri



Sophia de Mello Breyner Andresen

4.5.05
o aniversário
Não, não é hoje o dia de anos deste blog. Para os mais distraídos, foi já há umas semanas. Como nós gostamos de receber prendas, mantemos o anúncio ali no canto por mais uns tempos. Ainda há futuros de que estamos à espera.

Para já, e com algum atraso, deixamos os agradecimentos a quem apareceu para a festa: o Marco, a Softy Susana, o Fernando, o Papo-seco, o Nuno Guerreiro, o Nuno Vieira, a M. Conceição, a Sofia, o jpt, o Rui Poesia, o José, o Lutz, o Miguel, o Zé Maria Brito, a Sílvia Bento; e sobretudo aos que responderam ao nosso desafio: Fernando Belo, Clara, Mário Moreno, José Carlos Patrício.

Muito obrigadinho e esperamos que o vinho vos tenha sabido tão bem como nos soube a nós! Tem sido bom andar pelo mundo dos blogs na vossa companhia!

o presente da Igreja
«Li com muito interesse, a sua reflexão de hoje [ontem], na Terra da Alegria. Fala do Futuro da Igreja. Se a mim não me inquieta muito o seu futuro, o mesmo não digo do presente. Incluo-me, no grupo dos cristãos, que sentiram uma amarga desilusão com a escolha deste papa.
É claro, que acredito no Espírito Santo e creio que Ele continuará sempre presente na Igreja. Mas isso não nos descarta, a nós, das responsabilidades e das opções que tomamos. Já sabemos que o agir de Deus, sendo mistério, não deixa de nos convocar, continuamente, para sermos operadores da nossa história.
Para mim, ouvir hoje, em 2005, dizer que foi Deus que escolheu, este ou aquele papa, está na ordem da heresia. É um conceito muito forte, admito, mas é o que sinto. Eu, olho para aquela eleição, e vejo uma quantidade enorme de gente, acomodada aos ritos, à ortodoxia, ao legalismo, etc., etc.
Dizia em cima, que não me preocupa o futuro da Igreja. Não me preocupa, porque olhando para toda a história do Povo de Deus, e, para a minha história pessoal, vejo como Deus está presente e nunca nos abandona. Mas, também vejo que de todas as vezes que lhe voltamos as costas, e há muitas maneiras de o fazer, perdemos o sentido e o rumo. Dizemos que vamos para Deus e vamos mas é à procura dos nossos "aconchegozinhos".


M. Conceição

Mais leituras: Deus não escolheu Ratzinger, José María Vigil (teólogo)

Também a mim esta eleição deixou descontente. Afirmá-lo não é pecado nenhum. É uma questão de cidadania. Não devemos desanimar: "importa não esgotar a esperança cristã com a autoridade de humanos eleitos por seres humanos".
Dito isto, também me preocupa o presente. O futuro é o presente a acontecer. E aí os sinais são pouco animadores. Parece que ainda continuamos à espera que o Espírito Santo resolva os problemas duma Igreja que insiste que a falta de vocações é um problema do mundo, uma Igreja que continua a rezar por si própria e a discutir demasiado os seus problemas, sem perceber que o necessário é deixar que seja o mundo a marcar a agenda. Mas há execepções — bastantes — que nos mantêm empenhados.
Eu percebo, ou melhor relativizo o que D. José Policarpo dizia no início do conclave quando afirmava que "Deus já escolheu o sucessor de João Paulo II mas quer que a sua escolha se exprima na nossa". O intuito era sobretudo colocar nas mãos de Deus a opção com que os cardeais se confrontavam. Porém, dizer que o que saiu dessa eleição foi directamente inspirado pelo Divino é heresia. O discurso do D. José não é pastoralmente muito correcto, já que leva a interpretações abusivas e confusas. Mas mais importante é que o próprio processo de eleição é pouco evangélico. Os primeiros cristãos escolhiam entre si quem presidiria à comunidade — a ordenação não começou por ser uma opção pessoal, mas uma interpelação da comunidade.

terra triste?
Calculistas, globalização, e o novo Papa. Uma terra triste? Só de aparência.

Parabéns a você - QUATRO
FUTUROARMA

Que o futuro tenha rodas motores alavancas
que seja máquina espectáculo cinema.
Que diga à estátua: sai do caminho que atravancas.
Que seja um autocarro em forma de poema.

Que o futuro cante no cimo das chaminés
que se levante e faça o pino em cada praça
que diga quem eu sou e quem tu és
que não seja só mais um que passa.

Que o futuro esprema a gema do seu tema
e seja apenas um teorema com dois braços.
Que o futuro invente um novo estratagema
para escapar a quem lhe segue os passos.

Que o futuro corra salte pule
que seja pulga e faça cócegas ao burguês
que o futuro se vista subversivo de ganga azul
e vá explicar numa parede alguns porquês

Que o futuro se meta nos anúncios das cidades
que seja seta sinalização radar
que o futuro cante em todas as idades
(que lindo!) no presente e no futuro o verbo amar.

Que o futuro seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.

Que o futuro seja encontro onde era despedida.
Que participe. Comunique. E destrua
para sempre a distância entre a arte e a vida.
Que salte do papel para a página da rua.

Que seja experimentado muito mais que experimental
que tenha ideias sim mas também pernas.
E até se partir uma não faz mal:
antes de muletas que de asas eternas.

Que o futuro assalte esta desordem ordenada
que chegue ao banco e grite: abaixo a pança!
Que faça ginástica militar aplicada
e não vá como vão todos para França.

Que o futuro fique. E que ficando se aplique
a não criar barriga a não usar chinelos.
Que o futuro seja um novo Infante Henrique
voltado para dentro. E sem castelos.

Que o futuro vista de domingo cada dia
e atire foguetes para dentro do quotidiano.
Que o futuro vista a prosa de poesia
ao menos uma vez em cada ano.

Que o futuro faça um poeta de cada
funcionário já farto de funcionar.
Ah que de novo acorde no lusíada
a saudade do novo o desejo de achar.

Que o futuro diga o que é preciso
que chegue disfarçado ao pé de ti
e aponte a terra que tu pisas e eu piso.
E que o futuro diga: o longe é aqui.


Manuel alegre. In: O Canto e as Armas

nota: "convirá dizer que no poema original Manuel Alegre escreveu POEMA onde eu alterei para FUTURO"

Enviado por José Carlos Patrício.

3.5.05
A gente que não desiste!
"Os elogios de Santana Lopes a José Sócrates enquadram-se na sua vontade de "andar por aí". Depois das autárquicas, Santana pode vir a cobrar a eventual perda de câmaras como Lisboa e Oeiras. E, se Cavaco ficar em casa, avançar para Belém."
in editorial do DN por Raul Vaz

Depois das minhas previsões já há quem corrobore com elas!! Se a verdade se confirmar então teremos mais uma piada politica.

2.5.05
o futuro da Igreja 2
Depois do fumo branco, reincido no tema de que falei dois dias antes da eleição de Bento XVI. Inspirei-me no texto do Frei Bento no "Público" de ontem:

«Diante de tanta propaganda tonta em torno de Bento XVI e dos medos projectados do passado para o futuro, importa não esgotar a esperança cristã com a autoridade de humanos eleitos por seres humanos, segundo regras e processos estabelecidos por alguns deles. Seria cair no pecado da idolatria.»

E mais adiante:
«Joseph Ratzinger, no começo dos anos 70, prognosticou para o ano 2000 a transformação da Igreja católica numa pequena e atraente comunidade de santos. Como irá Bento XVI lidar com a Igreja impura das grandes multidões, a Igreja que se mostrou no triunfo e na morte de João Paulo II?»



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