26.4.08
wunderbar
Estava para rescindir contrato com justa causa e de forma amigável, não tenho lido e tem sido egocêntrico o que tenho escrito, logo escrito por um EGO - quem é esse? Um eu em latim e grego. Ego que si Ego que Soy Moni panos Stiki. (para quem é deve perceber que é para ele).

Pensemos (tens demasiado tempo pra pensar...): o que falta aqui? uma letra do Jorge Palma, um Quem quer ser milionário e...!?

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim

Jorge Palma

Estou a escrever com a esq. - fantástico - ou beber café, pode ser simples ou admirável o vinho é das piores coisas para beber, entorno tudo.

Hei-de pôr um horário que vou cumprir para ficar pelo menos bom. Tenho treinos de terapia da fala com quem aparece para me visitar. Faço posição de pé com uma vista romântica, jogo scrablle com a esquerda.

Fui à manif, não almocei no saldanha, incrível como 34 anos depois o país está um caos sem fascimo mas deve ser do ser-se português.

Fazendo um rápido balanço acho uma experiência com mais de bom do que de mal, como se estivesse numa ficção. Tenho revisto a vida se bem 'q já acabava' como escreveu um chefe de uma família superstar que vou visitar durante as férias.

Pergunta-me um copincha da uzi filmes e agora do cd do MOCAMFE, q grandes directores que foram aqueles meninos, porque é que não falo? nem sei bem... respiração/diafragma (por exemplo, para beber tenho que apertar o nariz e beber com uma palhinha ajuda), língua colocada nos sítios certos na boca (ex: I - meter a língua à frente). Por certo um min... ajudava. Nunca m'engasguei tanto e quando m'engasgo percebe-se o que eu digo. Comer sólidos também ajuda.

Já percebi que o mal né da MAC (tadinho do calimero Mac) pela utilização aqui do IBM (introdução aos baldes de massa) de casa.

Sendo uma das minhas melhores qualidades a preguiça estas férias vou trabalhar até esticar...

Tou com umas saudades d'alcoitão - passo a mão pela testa como quem limpa o suor.

25.4.08
trampa
Quase que só fiz m...a no último post, o sr da ética já leu e diz q não disse bem isso mas disse qualquer coisa como 'quando a esmola é demais o pobre desconfia' ou quem tudo quer, tudo perde '. Já começaram os treinos para ver se fico pelo menos bom, 'férias mas pouco por exemplo este post é escrito com grande ajuda da mão esquerda.

Pegando a deixa escrevo que falar em xixi e cócó tem um interesse nunca antes tido. Há uma palavra nas medicinas terminada em -er pra dizer m...rda, mas não me lembra.

Escrever graus de parentesco não é identificar pessoas, pois nâo?! a ideia em vez de jogar com o MAC era dizer algo como PAIsagístico. Mano, manda-me um mail porque os meus não chegam... se tudo correr bem vou fazer piscina, reiki, conduzir num espaço aberto filmar um vídeo algo egocêntrico ssobre 'isto', acerca da promessa que fiz de ir passar o ano `à deutschland se calhar falho ou vou assim meio esventrado.

Irrita-me quando dizem o 'futuro a deus pertence' e se 'deus quiser', e se deus não quiser? o meu futuro a deus não pertence.

Outra piada boa é quando me tiram o placard das letras dizer estás 'sem rede'.

23.4.08
A etica e estar a altura do que nos acontece (gilles deleuze)
Há um exmo. sr. no cmr do alcoitão que leva muito a sério a ética profissional e lê isto (mal se me fizer, tou no sítio certo pra me tratar). O Gilles se era nele que pensasse pensava na altura da barriga...
O que é a ética? modelo do bem existir, profissional ou não, sensação do ser-se.

Tem dado, no entanto, bons conselhos: quando falei em acabar 'isto' melhor, ele disse 'quanto mais alta é a escala maior é a queda'.

Hoje tive a felicidade de saber que vou ter uma sobrinhA, se fosse inhO tudo bem.

Sinto que estou como rodeado por uma capa de fino plástico, num exercício (memória) em que o balanço é claramente positivo, até com as pessoas que me são mais próximas sinto ter criado uma relação mais próxima com quase todos e com alguns criei uma relaçáo bem forte.

Há já 27 anos que aturo meu pai e ainda caí na patranha de ter um MACgyver.

Quem quiser ir à manif do 25 de ABRIL esteja no centro comercial do Saldanha por volta das 13h para almoçarmos e 'sermos muitos muitos mil para celebrar ABRIL', levo telemóvel.

o sr. segismundo FREUD deixou-nos esta teoria
os sonhos da noite, adormecidos, são visões do que queremos: eu em vez de pesadelos tenho falado e andado.

o cmr d'alcoitao fez anos: aqui fica o teto lido por um veterano das inacessibilidades (como gosta de se auto-intitular este sr)
É com grande satisfação que, no 42º aniversário do CMRA, vos venho falar da minha experiência nesta CASA.

Sou portador de sequelas de poliomielite desde os 14 meses de idade. Aos nove 9 anos vim para cá, por um período de 1 ano, para efectuar a minha reabilitação física. Guardo desse tempo as melhores recordações, sobretudo pelo carinho com fui tratado por todos os profissionais que à data aqui trabalhavam.

Com apenas 9 anos, foram-me transmitidos ensinamentos que se revelaram determinantes para a minha integração na sociedade. Aqui aprendi a lidar com a minha condição física, a tentar ser o mais independente possível mas também saber pedir ajuda quando é necessário. Aprendi também a cair, a levantar-me e a continuar com determinação e força de vontade, MUITA FORÇA DE VONTADE!!!

Após a conclusão da reabilitação, voei pela vida fora, estudei, pratiquei desporto, iniciei a minha carreira profissional na CML, e fui pai de duas crianças fantásticas. Em 1998, fui viver para fora de Portugal (8 anos no Luxemburgo e 2 em Espanha), mais uma vez o tal conceito que me foi incutido de tentar ser o mais independente possível foi crucial, porque durante esses anos mantive alguma actividade profissional ligada ao meu país, o que me obrigava a constantes deslocações de carro ou de avião e que sempre fiz sozinho e com total autonomia.

Há cerca de 4 anos, contrai uma lesão no ombro direito que me obrigou a uma intervenção cirúrgica. Quando o meu médico, no Luxemburgo, me recomendou centros de reabilitação na Alemanha, Suíça e Itália, eu disse-lhe que já tinha decidido onde queria ser reabilitado dizendo-lhe: - Vou para Portugal para o CMRA e foi com muito orgulho que o ouvi dizer que ficava bem entregue, uma vez que tinha, deste centro, as melhores referências.

Neste segundo internamento e já com 36 anos, a perspectiva que tive foi diferente da anterior porque a maturidade ganha pela idade permitiu-me sentir o profissionalismo de todos que aqui trabalham, sobretudo aqueles que diariamente cuidam de nós: Enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional auxiliares, sempre baseado num extraordinário relacionamento interpessoal.

No contacto que fui mantendo com os outros utentes, foi nascendo em mim uma vontade de retribuir tudo o que aqui me foi dado, essa vontade materializou-se através do voluntariado, “Acessibilidades nas Conversas” e nas “3ªs feiras Desportivas”. Nestes projectos tento dar o melhor de mim mas, confesso que às vezes acabo por receber muito mais. O facto de sentir que, com experiência adquirida ao longo de 39 anos de cadeira de rodas, posso contribuir para minimizar alguns medos, incertezas e inseguranças de quem num minuto de infortúnio se viu privado da sua normal condição física é extremamente gratificante.

É com muito agrado que vejo o dinamismo imprimido na gestão desta CASA, sentido-se mudanças importantes ao nível das instalações e também da vontade de fazer mais e melhor, sinto que o centro se abre à comunidade e que está receptivo a novas ideias e projectos.

Gostaria que o desporto entrasse em força nesta CASA, porque sempre tive acesso à pratica desportiva e sei a importância que esta teve na melhoria da minha qualidade de vida e, por outro lado, pode funcionar como um importante veículo facilitador da inserção social ao permitir o contacto com pessoas portadoras de deficiência, plenamente integradas na sociedade. Penso também que, o desporto deveria ser encarado não como uma actividade meramente recreativa, mas como uma parte importante no processo de reabilitação.

Gostaria de deixar uma palavra de agradecimento, ao corpo clínico, à administração, aos enfermeiros, às assistentes sociais, aos terapeutas, auxiliares e a todos os funcionários em geral, pelo trabalho que todos os dias desenvolvem em prol do bem estar daqueles que por aqui passam.

Bem hajam por tudo!!!

E aos utentes gostaria de citar uma frase de um poeta da Roma Antiga, Horácio, que diz o seguinte:


A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas

22.4.08
um bocadinho de teologia da esperança
Escreveu o Zé Maria há umas linhas atrás que se o paraíso existir deve ser bastante aborrecido. Aproveito a dica para trazer aqui alguns trechos da carta encíclica "Spe Salvi" (Salvos na Esperança) do teólogo Ratzinger e papa Bento XVI. Diz ele nos números 9 a 12, expondo como que uma catequese coloquial sobre a vida eterna:

«Queremos nós realmente isto: viver eternamente? Hoje, muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável. Não querem de modo algum a vida eterna, mas a presente; antes, a fé na vida eterna parece, para tal fim, um obstáculo. Continuar a viver eternamente – sem fim – parece mais uma condenação do que um dom. Certamente a morte queria-se adiá-la o mais possível. Mas, viver sempre, sem um termo, acabaria por ser fastidioso e, em última análise, insuportável.
(...)
Obviamente há uma contradição na nossa atitude, que evoca um conflito interior da nossa mesma existência. Por um lado, não queremos morrer; sobretudo quem nos ama não quer que morramos. Mas, por outro, também não desejamos continuar a existir ilimitadamente, nem a terra foi criada com esta perspectiva. Então, o que é que queremos na realidade? Este paradoxo da nossa própria conduta suscita uma questão mais profunda: o que é, na verdade, a «vida»? E o que significa realmente «eternidade»? Há momentos em que de repente temos a sua percepção: sim, isto seria precisamente a «vida» verdadeira, assim deveria ser. Em comparação, aquilo que no dia-a-dia chamamos «vida», na verdade não o é. Agostinho, na sua extensa carta sobre a oração, dirigida a Proba – uma viúva romana rica e mãe de três cônsules –, escreve: no fundo, queremos uma só coisa, «a vida bem-aventurada», a vida que é simplesmente vida, pura «felicidade». No fim de contas, nada mais pedimos na oração. Só para ela caminhamos; só disto se trata. Porém, depois Agostinho diz também: se considerarmos melhor, no fundo não sabemos realmente o que desejamos, o que propriamente queremos. Não conhecemos de modo algum esta realidade; mesmo naqueles momentos em que pensamos tocá-la, não a alcançamos realmente. «Não sabemos o que convém pedir» – confessa ele citando São Paulo (Rm 8,26). Sabemos apenas que não é isto. Porém, no facto de não saber sabemos que esta realidade deve existir. «Há em nós, por assim dizer, uma douta ignorância» (docta ignorantia) – escreve ele. Não sabemos realmente o que queremos; não conhecemos esta «vida verdadeira»; e, no entanto, sabemos que deve existir algo que não conhecemos e para isso nos sentimos impelidos.

Penso que Agostinho descreve aqui, de modo muito preciso e sempre válido, a situação essencial do homem, uma situação donde provêm todas as suas contradições e as suas esperanças. De certo modo, desejamos a própria vida, a vida verdadeira, que depois não seja tocada sequer pela morte; mas, ao mesmo tempo, não conhecemos aquilo para que nos sentimos impelidos. Não podemos deixar de tender para isto e, no entanto, sabemos que tudo quanto podemos experimentar ou realizar não é aquilo por que anelamos. Esta «coisa» desconhecida é a verdadeira «esperança» que nos impele e o facto de nos ser desconhecida é, ao mesmo tempo, a causa de todas as ansiedades como também de todos os ímpetos positivos ou destruidores para o mundo autêntico e o homem verdadeiro. A palavra «vida eterna» procura dar um nome a esta desconhecida realidade conhecida. Necessariamente é uma expressão insuficiente, que cria confusão. Com efeito, «eterno» suscita em nós a ideia do interminável, e isto nos amedronta; «vida», faz-nos pensar na existência por nós conhecida, que amamos e não queremos perder, mas que, frequentemente, nos reserva mais canseiras que satisfações, de tal maneira que se por um lado a desejamos, por outro não a queremos. A única possibilidade que temos é procurar sair, com o pensamento, da temporalidade de que somos prisioneiros e, de alguma forma, conjecturar que a eternidade não seja uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade. Seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe. Podemos somente procurar pensar que este instante é a vida em sentido pleno, um incessante mergulhar na vastidão do ser, ao mesmo tempo que ficamos simplesmente inundados pela alegria. Assim o exprime Jesus, no Evangelho de João: «Eu hei-de ver-vos de novo; e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (16,22). Devemos olhar neste sentido, se quisermos entender o que visa a esperança cristã, o que esperamos da fé, do nosso estar com Cristo.
»

21.4.08
enganei-me. era isto q keria por como re as minhnas pre-ocupaçoes no esporte
> Boa Tarde Zé,
>
> Não fiques preocupado com o desporto. Tu tens sido um bom exemplo de que o desporto pode e é para todos, mesmo para mim, e olha que já sou veterano (39 anos de cadeira).
> Conta comigo para o MEL, sou super combativo e acho vergonhosa a forma como somos tratados pelo poder central e local.
> Abraço do amigo,

«Madona con il Bambino»
uma_imagem_gira«(...) a fotografia com que [Augusto Brázio] acaba de ganhar o prémio fotojornalismo de 2008, tirou-me, por momentos, a respiração. Sem perceber como, os olhos já estavam embaciados, e o tempo corria sem que eu tivesse coragem de passar à notícia seguinte.

A legenda da imagem diz: «O INEM presta assistência a uma mulher de 19 anos cujo terceiro filho acaba de nascer em casa. Lisboa, Fevereiro de 2007». «A mulher de 19 anos» é uma rapariga de um dos bairros pobres da capital, estendida numa maca de ambulância, a cabeça reclinada ao lado direito, presa a uma máscara de oxigénio, enquanto abraça com delicada firmeza o seu recém-nascido. Ela tem uma camisola ou um roupão rosa e o filho está (como o Outro Filho, de que reza a história) «envolto em panos», de cor azul.

Quem já contemplou uma «Madona con il Bambino», de Rafael, Boticelli ou de qualquer um dos grandes mestres já viu tudo o que aqui tem diante dos olhos. O mesmo grito impávido, um inenarrável desamparo, o mesmo abraço fragilíssimo e poderoso àquele que gerou. E a certeza de que nenhuma história é mais humana e mais sagrada do que esta. Mas, nem por isso, perante esta fotografia nos deixa de sobrevir uma vontade de chorar.

Portugal é um país estranho. As estatísticas dizem que o número de pobres não deixa de crescer, e o desnível económico entre os grupos sociais é um dos mais altos entre os países da Comunidade. As notícias sobre compensações e reformas milionárias chocam-nos cada vez mais remotamente. A euforia de um liberalismo arcaico, travestido de modernidade, aparece como receituário. E a inconsciência social ganha espaço como se fosse uma fatalidade. A imagem de Augusto Brázio vale por milhares de palavras.
»

José Tolentino Mendonça (editorial da Agência Ecclesia)

19.4.08

A minha mãe q me conhece tão bem e muito do que sou é herança dela achou-me triste no último post, desminto qualquer sinal que possa ser lido de lástima. De certa maneira acho que a minha vida ganhou sentido (não, que não tivesse antes do acidente) sem a parte inicial e triste.

Aqui fica um mail de um senhor do desporto do cmr do alcoitão, após pedida licença:

> > Boa noite amigo Zé,
> >
> > Vamos sentir a tua falta por aqui. Como diz a Paula (à paulada) do sorriso malandreco e da tua alegria de viver e vencer!!!
> >
Vou lendo alguma coisa e descobri algo que te quero dedicar, cá vai:
> >
> > "A amizade não precisa de palavras - é a solidão sem a angústia da solidão"
> >
> > Autor: Hammarkskjod , Dag
> >
> > Uma abraço do,
> >

Actualizando o eu
Piadas que tenho dito; và riam-se!

Sexo: fisioterapia deitado.

Fumar, beijar: treina a fala.

Pedir boleia: da última vez que conduzi correu mal.

PS2: há dois partidos socialistas?

Fico Pré-ocupado com as sessões de fisioterapia e de desporto, se calhar não devia, e acho que isto vai passar o reveillon pelo menos. A seguir a uma fase de crescimento, vem uma pausa e o FIIIIIIIIM.

Já começaram os treinos para o jogo oficial das férias. Tenho ideia que quando voltar das férias entro em depressão. Quero acabar isto melhor do que era.

E se marcasse dias para me visitarem?

17.4.08
Deserto
A ideia é escrever um post pouco egocêntrico.
Mas o começo têm que ter algo de narcísico, falar na minha idade de que falei como estando velho e posso dar outra razâo o Jp Alma já passa na rádio, claro que o caminho geral é envelhecer e se o céu/paraíso é uma seca vamos acabar todos no Bareinh num concurso camelar.

A lista do mocamfe já está feita, a dos alunos de Política Social apaareceu na última vez que tentei 'too many recipients...'.

15.4.08
Cheiro
Cheira a ti, cheira ao António, cheira à Isabel.
É engraçado como cada um de nós acaba por ter um cheiro muito próprio. Claro que este cheiro é das coisas que fazem a nossa vida, como perfumes, shampoos, amaciadores de roupa, mas é também do nosso corpo, da sua reacção química.
E quando não sabemos o cheiro de alguém mas nos cruzamos com um cheiro e vem-nos logo à memória essa pessoa e sorrimos, reconhecendo que é esse mesmo o seu cheiro que nem sequer tínhamos consciência. Os cheiros ficam na memória de uma forma muito forte mas inconsciente, pelo menos na minha. Posso relembrar mil e uma coisas com um cheiro, ou então mil e uma sensações muitos em saber quando foi que as experimentei.
Conhecer o nosso próprio cheiro deve ser dos desafios mais dificeis, talvez seja um pouco como conhecer o cheiro da nossa casa. Quando chegamos de umas férias bem grandes e sentimos: esta é mesmo a minha casa!
Gosto dos cheiros mesmo quando são maus, incomodam mas gosto, não sei, dá-me a sensação de estar viva. Não é como com os sons, que quando são demais parece que vou morrer.

14.4.08
uma re: da animada gente aqui de alcoitao
> Caro Zé Maria,
>
> As casas são abrigos que nos acolhem, aquecem, acarinham e protegem. Esta
> casa imensa, que é de tantos e com tantos, tem muitos que nos fazem sentir
> verdadeiramente abrigados. É nisso que está o "estilo". É que aqui estamos
> sempre acompanhados e a evoluir. Tu aí desse lado, que cá dormes, e nós,
de
> outro lado, que vamos dormir a uma outra casa mas que regressamos
> diariamente a este sítio para muitos encontros.
> Uma coisa te digo: auto-conhecimento temos todos! E (acredita) nós que não
> dormimos somos muito mais frágeis nesta casa. É contigo que aprendemos e
> muito recebemos.
>

11.4.08
25 de Abril sempre, fascismo nunca mais
É no próximo dia 24 de Abril e até julho (31 dias) que vou ter férias, vulgo alta, da Câmara Municipal do Rebórdão. O bom Sr. Doutor mê médico famoso após ter vindo na fama de uma revista (convém dar graxa pois é ele que olha pela minha saúde e lê os aqui posts do Blog vê-me pouco, embora vá tendo informações pelas gentes da saúde que cuida de quem sou decidiu este 'o povo unido jamais será vencido', pelas palavras escritas também se fala e não são só hãs).

Para as férias já tão pensados 3 jogos para não parar com esta recuperação são eles: pôr-me em pé à janela a ver as vistas turistícas sintrenses; jogar scrablle e mahjong com a esq; tempos de terapias da fala. Pensados estão por mim questionários a gente amiga gravados em vídeo com resposta a um questionário por mim elaborado sobre este estágio de vida, uma coisa algo egocêntrica, ida a uma piscina aqui nos meandros ou em Alcoitão, ida à passeata de festejo da revolução dos cravos. Ir às sessões de desporto e às 'acessibilidades? em Alcoitão.

A semana passada tive em pé apenas apoiado numa mesa.

Acho que nunca senti Amor e se senti perto quem foi sabe bem que foi por ela que estive perto, de resto tive muitos namoricos ('curtes' é uma palavra tão feia... só duas é que ainda não vieram visitar-me...1 vem a outra não sei dela), só tive 2 nAMORos e os dois são dignos desse nome, senhoras que me ensinaram muito no meu EU. Tenho este péssimo vício de gostar do sexo feminino.

Deve ter sido da última vez que conduzi e com a batida na batida na cabeça, que coloquei como subject duas questões qque tenho nos últimos posts: existe Amor para além do de pais e famelga? chego à conclusão que existe por perguntas feitas a gente amiga, o que ´é um playboy ? diz-me um amigo inglês que é alguém que têm muitas schnenekes e que gosta de conduzir rápido.

Deixo de comunicar pelo telemóvel à noite pois quero me pôr bom e no Alcoitão não há rede, diz messagem entregue mas não recebo respostas às prguntas que faço, nos mail acontece algo parecido.

Prometi ir passar o reveillon à alemanha, espero poder falar (leis-se diafragma restituído) e andar para profitar a trip (ganda moca).

O M. Laje pequenina prometeu apresentar o JORGE. P. q agora até já passa na rádio, mais um sinal que estou velho.

Talvez esteja mais cusco, da falta de um órgão os outros tornam-se mais aplicados.

Assim seja.

6.4.08
sao diass que passam sao horas que vao
www.mocamfe.org invistam nisto, o mocamfe foi muito imporante numa fase em que cresci muito e não falo em metros.

5.4.08
estagio de vida
Texto entregue às gentes animas do cmr d'Alcoitão:

‘Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casasmudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
respirei – ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas’

(Ruy Belo, “Todos os Poemas”, Assírio & Alvim, 2001)

Pouco tenho lido além de e-mails nesta minha nova casa em que estou internado, mesmo assim sinto que tenho crescido internamente numa fase em que o crescimento exterior é muito mais importancte.
Disse-me um amigo, enquanto me queixava deste não-viver, ‘mas tu tás a viver com grande estilo’ (nem sei se foi asssim que ele disse). E é verdade talvez não dissesse estilo mas ‘grandeza’, qualidades serão várias: viver perto, estar num centro medicinal gabado de norte ao sul neste cantinho à beira-mar plantado., ter uns pais com disponibilidade feita de amor e carinho, amigos tantos e tão bons que raramente ou nunca me deixaram o coração sentir-se só num processo de auto-conhecimento, pessoas médicas de um valor largamente merecedor de vivas, de facto de falta de sorte não me posso queixar. Cantaria Jorge Palma ‘a gente vai continuar’…

Nem os textos no BLOG tenho lido.

O texto parra uma manif contra a falta de acessos já foi entregue sem o nome de personalidades para não compremetê-las, dera-me a ideia de fazer 1 concerto à porta das câmaras: mário laginha e outros que ele conheça.

Se me deixarem publico aqui a resposta que me deram do grupo que anima o cmr d'Alcoitão.

Existe amor alem do de pais e famelga
O meu sr. dr. mê médico (pra s ser médico tem q se ter marrado,né) falou em férias e há reavaliação nesta 3ª esperemos que ele fale em ambulatório, já foi falado antes mas por causa de fazer piscina acho que perco alguma vantagem na entrada, se não começo a fazer piscina passa-se o mesmo.
Não adianta nada existir deus para ficar melhor, há tanta injustiça neste mundo que tinha que ser muito vaidoso pra querer que ele me desse atenção. Se o céu-paraíso existe deve ser uma seca.
Hoje vou ao cinema pela 1ª vês desde que tive o acidente (não fui :(
5ª feira vai lá um jornalista ao cmr de alcoitão e quer falar com gente amiga.
Estou velho, vi a final do mundial do mundial em que Portugal ganhou com um golo de penalty de Rui Costa que agora vai acabar a carreira,

3.4.08
Paula - uma voluntaria que promove um encontro chamado Acessibilidades
Há uma senhora que PAULA(tinamente) promove acessos entre seres, de vivências e estares, ajudando quem por problemas físicos quer voltar ao ser e estar como foi\era.
Através duma vo(lu)nta(ria)d(o)e dando azos a um querer vencedor que terá como acicatar seres para uma vida no mínimo plena à PAULA(da) (má comparação, só quero brincar com as palavras), jogando com um desígnio que se reconhece no seu olhar e no jeito como cuida de cada qual.
Montada no seu cadeirão enobrece onde está e quem está num olhar reconfortante e falador, é fabulosa no estar, faz-nos acreditar no que somos e seremos, tem algo e terapêutico o seu ser e estar, desperta sorrisos com simplicidade.
Se deus existe ele fará pelo bem dela, acredito no bem dela, é maravilhoso tê-la, boa companhia. Digamos que no mínimo é importante conhecê-la, venham num roteiro turistíco ‘esta senhora é a Paula, um must célebre por quem é’.

1.4.08
Mentiras
Qual a necessidade do dia das mentiras?
Depois de uma pesquisa rápida pela internet aprende-se que tudo pode ter começado com uma necessidade de gozar e fazer partidas a quem andava meio trocado com os costumes e hábitos da sociedade.
Porquê esta necessidade, felicidade que o ser humano tem em ver se consegue enganar o outro.
Pode até ser divertido, um momento de descontracção, com aqueles com quem tem esse à vontade, com aqueles que sabe que não se vão magoar com a brincadeira, um pouco ao jeito das partidas de carnaval, que nos fazem dar tantas gargalhadas e aliviam o espírito!
O único senão é parecer que se acaba por valorizar aqueles que sabem mentir bem e enganar os outros e pouco valor se dá aqueles que dizem sempre a verdade. Sendo estes últimos mais vistos como inocentes e ingénuos que como antigamente como honestos, sérios, integros...



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