7.6.04
(dis)paridade
A pol�tica de quotas vem de novo � baila enquanto solu��o. Desta vez relativamente ao curso de medicina, o nosso curso mais medi�tico; antes, por causa do n�mero de mulheres no parlamento. S�o discuss�es bem diferentes com propostas de solu��o iguais.

47 deputadas em 230 deputados. A pol�tica de quotas para a Assembleia da Rep�blica seria uma forma de encurtar a diferen�a face ao g�nero feminino; um salto para que o equil�brio que se vem tentando (?) em todos os sectores da nossa sociedade (embora os lugares de topo continuem a ser fechados numa sociedade de cultura patriarcal e machista) se fa�a sentir no principal �rg�o legistlativo do Estado Portugu�s. Zona onde o exemplo contra a discrimina��o deve ser evidente! Seria uma pol�tica que incidiria sobre os partidos pol�ticos, onde a carreira ainda � feita pelos/entre homens, e que obrigaria esses partidos a apresentar um n�mero mais nivelado entre homens e mulheres nas suas candidaturas.

N�o podemos, obviamente, comparar a situa��o anterior com a pol�mica que se criou na �ltima semana acerca de quotas para homens no curso de medicina.
Foi atrav�s de uma afirma��o de Ant�nio Sousa Pereira, m�dico e presidente do conselho directivo do Instituto de Ci�ncias Biom�dicas Abel Salazar (ICBAS) no Porto, que foi taxativo ao dizer que caso a situa��o actual n�o se altere "ter�o de ser criadas quotas para os homens nestas faculdades", que a discuss�o despoletou.

Germano de Sousa, o Baston�rio da Ordem dos M�dicos, conseguiu ao n�vel do abstracto mostrar um politicamente correcto de elogiar. Quando a quest�o passou para o n�vel do concreto Germano de Sousa trouxe at� um novo dado � quest�o: "a maternidade afasta as mulheres do servi�o e tira-lhes alguma da capacidade de doa��o � profiss�o" insinuando assim que as mulheres m�dicas nunca ter�o uma presta��o com o mesmo n�vel dos m�dicos homens.

Lu�s Filipe Pereira, ministro da Sa�de, n�o descartou a hip�tese de serem criadas quotas masculinas para contrabalan�ar o peso das mulheres na �rea m�dica, e disse mais: "as mulheres est�o menos dispon�veis para uma profiss�o que requer 24/24 horas, porque t�m as responsabilidades dom�sticas e familiares."

Um grupo de M�dicas e Feministas vieram a p�blico afirmar a sua �bvia recusa desta posi��o do ministro da Sa�de exigindo que ele se retracte ou se demita. Eu j� assinei a peti��o que criaram (mulheresmedicina@sapo.pt).

� caso para dizer-se que agora que o conceito de Paridade conv�m, aparece a disfar�ar um desejo de poder t�o machista!!!



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