28.10.04
RAP (rhythm and poetry)
A ess�ncia do rap nasce e cresce associado a uma reinvidica��o por uma vida melhor entre as gentes mais pobres e jovens (com o cunho a surgir dos afro europeus e americanos), com a for�a na palavra, no escrever, no dizer; dentro de uma cultura de rua apelidada de Hip Hop (associado ao BreakDance e ao Grafitti). Nasce como potencialidade com alguma parecen�a como fen�meno com o da capoeira dan�a dos escravos que mascara um treino de luta para os colonos; um paralelo na modernidade. Qualquer uma destas componentes s�o pe�as que encaixam na perfei��o no puzzle de alguns dos meus gostos: o escrever, o ler, o brincar com as palavras e ideias, a preocupa��o social com a responsabilidade de reinvidicar, n�o acomodar, ser exigente, a vida dif�cil da rua e algum fasc�nio ut�pico de liberdade que encontro nela, nalgum do seu conte�do mais pesado e nas suas formas de estar e expressar (ver anexo 1).
O Rap teve o seu crescendo j� durante a minha vida, com os MC's (masters of cerimony) a terem passado de uma estrutura marginal ao grande palco comercial com o melhor exemplo disso mesmo a evolu��o de Eminem; � assim o capitalismo e seus paradoxos: aproveita um recurso de combate integrando-o na sua grande m�quina.

N�o sei exactamente onde come�ou para mim a rela��o, foi efeito bola de neve: na escola, no 7�/8� ano ligado a algumas pessoas conhecidas que me passaram cd's at� crescer uma paix�o que me levava a desafiar amigos para concertos, indo at� algumas vezes sozinho quando queria muito e ningu�m mais queria "ouvir rapateco".
Do descobrir este jeito de estar ganhei contornos de f�: Gabriel "O Pensador" e Da Weasel � cabe�a; Mind the Gap, Cypress Hill, Le secteur A e outros espor�dicos como cereja em cima do bolo.

Hoje em dia, vou estando atento de longe, menos envolvido, embora n�o perca concertos do 'Biel sempre que ele c� vem, e grato em ver o crescimento (de uma forma algo comercial de que desconfio - saudades dos j� n�o existentes concertos pequeninos de garagem e muito fumo - ver anexo 2) de import�ncia dos Da Weasel. Vou comprando os cd's, gosto de algumas coisas outras nem tanto; tenho algumas saudades e ainda me brilha os olhos quando reconhe�o ter sido um bocado de vida com tanta qualidade.

Anexo 1:

"Pensa! O pensamento tem poder.
Mas n�o adianta s� pensar.
Voc� tamb�m tem que dizer! Diz!
Porque as palavras t�m poder.
Mas n�o adianta s� dizer.
Voc� tamb�m tem que fazer! Faz!
Porque voc� s� vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer.
E depois a gente pensa.
E depois a gente diz.
E depois a gente faz... o que tiver que fazer!
O que tiver que fazer!"

(m�sica Se liga a� do �lbum "Seja voc� mesmo mas n�o seja sempre o mesmo" do
Gabriel "O Pensador")

Anexo2:

"Yo, Jay - tenho saudade dos tempos de garagem,
Com material de ... e muita coragem
Era tudo t�o puro, t�o seguro e verdadeiro
Curte pela curte, nem havia dinheiro
S� concertos de hardcore com o people l� da rua
Bezanas lixadas, cada um com a sua
Uma bola bem unida que juntava uma avenida
T�nhamos respeito por direito pela atitude assumida
S�bado � tarde no Rock Rendez Vous para curtir um trash
Muito suor, n�doa negra, muito cheiro de haxe
Putos atrevidos com muito feeling e vontade
Mas sem uma no��o muito certa da realidade (...)"

(m�sica Jay do �lbum "Podes fugir mas n�o te podes esconder" dos Da Weasel)


Vou pondo de vez em quando alguns peda�os de letras se n�o se importarem.



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